O velho problema do nosso "lixão"

13/03/2011 15:04

Muito interessante o editorial do dia 13 de março de 2011, do Jornal da Manhã, de Ponta Grossa. O mesmo fala a respeito da política nacional de resíduos sólidos.

Somos sabedores que a situação em Jaguariaíva não é uma das melhores, mas infelizmente, o senhor prefeito insiste em dizer que o local onde é depositado todo o lixo do município, não é um lixão.
Oras, cadê a coleta seletiva?
Cadê a cooperativa de catadores de materiais recicláveis, que o próprio Otélio, quando não era prefeito, incentivou e auxiliou a sua criação? Porque não ajudar a mesma a sair do papel?
Cadê os carrinhos elétricos que seriam utilizados pelos catadores?
Precisamos, urgentemente, começar a coleta seletiva, organizar a cooperativa de catadores, dar condições de trabalho para os cooperados e pedir o apoio da comunidade, na separação dos materiais recicláveis.
Enfim, precisamos de atitudes e não de discurso.

 
Ass: Tiago Mendes
Fonte: http://www.tiagomendes.net

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Editorial do Jornal da Manhã - (13/03/11)

 
Um dos desafios da Política Nacional de Resíduos Sólidos é acabar com os lixões, para implantar aterros sanitários, incluindo os catadores de materiais recicláveis no processo de reciclagem. De acordo com o governo, mais de um milhão de pessoas vivem desta prática e temem não conseguir ser incluídas no novo modelo de coleta e tratamento do lixo. A lei determina que o catador seja incluído no processo, por meio de empresas ou cooperativas, mas a preocupação de quem vive do lixo se torna pertinente a partir de dados revelados pela Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Gonçalves: apenas 35 mil catadores estão organizados; mais de 60% dos Municípios brasileiros ainda conseguem tratar os resíduos de forma adequada; e somente 900 prefeituras possuem algum tipo de coleta seletiva. O prazo para os Municípios banirem os lixões encerra-se em 2014. Até lá terão de superar os problemas econômicos, os administrativos e, também, os sociais para cumprir as determinações da lei.
No entanto, vencidos os desafios, a expectativa é de que a nova política de coleta e tratamento dos resíduos sólidos, em um futuro próximo, traga benefícios diversos. Entre eles, os benefícios econômicos. De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o País deixou de lucrar R$ 8 bilhões por faltar de reciclagem. Alguns Municípios estão avançando na inclusão dos catadores no sistema e a eliminação dos lixões. O Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) destaca as prefeituras paulistas de Diadema, Biritiba Mirim, Arujá, Assis, Araraquara, Orlândia, Ourinhos e São José do Rio Preto são considerados modelos de coleta com a participação dos catadores. Na região dos Campos Gerais, o destaque fica para o município de Tibagi, cuja organização o coloca muitos anos à frente dos demais.
E os desafios, para o Paraná, são grandes. Existe a necessidade de se implementar iniciativas ligadas à conscientização e participação efetiva da sociedade como, por exemplo, a coleta seletiva. No início do mês, o Governo Estadual anunciou que deverá eliminar os lixões a céu em menos de quatro anos. Por outro lado, aproximadamente 70% dos municípios ainda não destinam corretamente seus resíduos. Ponta Grossa é uma das cidades que enfrentam dificuldades para gerir a questão dos resíduos sólidos. Entretanto, na região dos Campos Gerais, existem outros municípios com falta de políticas públicas para encontrar soluções corretas para a destinação de resíduos. O caso mais grave é de Jaguariaíva. O lixão da cidade, responde, inclusive, a ações judiciais.